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As Sete Leis Herméticas

O Caibalion (Kybalion), publicado em 1908 pela Yogi Publication Society sob o pseudônimo de "os Três Iniciados", afirma conter a essência dos ensinamentos de Hermes Trismegisto, tal como ensinado nas escolas herméticas do Antigo Egito e da Antiga Grécia. Seu material tornou-se um dos pilares do Movimento Novo Pensamento da década de 1910. Muitas das ideias apresentadas neste livro anteciparam conceitos popularizados no século XXI, como por exemplo, a Lei da Atração.

 

Segundo os autores, a versão moderna do Caibalion seria apenas uma recompilação de um antigo livro iniciático de mesmo nome e que teria sido transmitido oralmente por gerações, de mestre a discípulo.[1] O título se refere a uma palavra hebraica que significa "Tradição ou preceito manifestado por um ente de cima" [2] e compartilha a mesma raiz da palavra cabala.

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As 7 Leis Herméticas, baseadas na obra O Caibalion e atribuídas a Hermes Trismegisto, são princípios filosóficos que explicam o funcionamento do universo. Elas incluem Mentalismo, Correspondência, Vibração, Polaridade, Ritmo, Causa e Efeito, e Gênero, descrevendo como a mente, a energia e as polaridades regem todos os planos da existência, do micro ao macrocosmo.

Os Sete Princípios Herméticos:

Princípio do mentalismo

"O Todo é mente, o Universo é mental."

De acordo com este princípio, o Universo é uma criação mental do Todo.

Princípio da correspondência

"O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima."

Existe uma correspondência entre as leis e fenômenos de todos os planos de existência e de vida. O microcosmo humano é governado pelas mesmas regras que o macrocosmo universal e vice-versa.

Princípio da vibração

"Nada está parado, tudo se movimenta, tudo vibra."

A diferença entre as várias manifestações de matériaenergia, mente e espírito resulta principalmente de taxas variáveis de vibração. Quanto maior a vibração, mais elevada a posição na escala. Tudo, desde o átomo e a molécula até mundos e universos, está em movimento vibratório.

Princípio da polaridade

"Tudo é duplo; tudo tem polos; tudo tem seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em graus; extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados."

Os opostos são apenas extremos de uma mesma escala, apenas diferenciados por graus distintos de vibração. É possível realizar a "alquimia mental" dos sentimentos e dos pensamentos, avançando gradativamente na escala.

Princípio do ritmo

"Tudo flui, para fora e para dentro; tudo tem suas marés; todas as coisas se levantam e caem; a oscilação do pêndulo se manifesta em tudo; a medida da oscilação à direita é a medida da oscilação à esquerda; o ritmo compensa.”

Existe uma oscilação natural, não apenas nos fenômenos da natureza, mas na vida humana. O ruim sucede o bom, a alegria segue-se à tristeza, períodos de animação são precedidos e sucedidos por períodos de retração.

Princípio da causa e efeito

"Toda causa tem seu efeito, todo efeito tem sua causa; tudo acontece de acordo com a lei; o acaso é simplesmente o nome dado a uma lei desconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à lei.”

Existe uma causa para tudo o que acontece; nada ocorre aleatoriamente. É possível aprender a trabalhar sobre as causas para obter os efeitos desejados.

Princípio de gênero

"O gênero está em tudo; tudo tem seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos da existência.”

Tudo e toda pessoa contém os dois elementos, masculino e feminino. Este princípio não tem relação com incentivos à luxúria ou à libertinagem. Nem se refere a homens e mulheres propriamente. Sua afirmação se aproxima muito mais de exemplos como o da energia e seus polos “ negativo “ e “ positivo “, mas sem o tom pejorativo dado a essas duas palavras. Se refere a ânima, o intangível, como masculino e a matéria, o tangível, como feminino. Mas esse mesmo conceito se torna mais complexo quando aplicado a mente. Nela, o masculino seria tudo quanto vivenciamos conscientemente, cabendo ao subconsciente ou inconsciente o papel feminino. Porém o livro não os aborda, essa é uma interpretação psicológica.

 

Esses princípios não são religiosos, mas ferramentas de auto-observação e aplicação prática para a transformação pessoal e compreensão da realidade.

(c) 2026   ファビオミャコト 川波.

Update Feb 2026

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